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Lançamento do livro da Cia de Dança Membros


Esse livro é parte de uma expressão dentro da dança. Durante uma década a Membros Cia de Dança, mesclando dança e hip–hop em um trabalho de qualidade, expressão e atitude com uma marca inconfundível carimbou passaportes em todo mundo fazendo dos encontros e diálogos que se sucederam um lugar de aprendizado e sobretudo de política.

O livro “MEMBROS”, a história de um corpo político em cena permite a compreensão da trajetória de uma década da Companhia Membros, oriunda da cidade de Macaé, Rio de Janeiro. Organizado pelos seus criadores Paulo Azevedo e Taís Vieira e apresentado a partir de uma fusão de imagens e pensamentos, onde cada membro ganha destaque na sua individualidade e comunhão com o grupo.. Emerge desta experiência de vida e trabalho. As dificuldades encontradas nesses 10 anos, bem como as lágrimas e as principais conquistas de jovens que deixaram de lado seus projetos pessoais para viver uma verdadeira revolução, diria hoje “um projeto de resistência” através do corpo.

Assista:http://vimeo.com/11478811

Lançamento do livro: Membros a história de um corpo político em cena.

Data: 3 de Agosto – Terça – Feira

Horário:19h

Local: Cafe com Letras

Rua Antonio de Albuquerque, 781- 32259973

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Arquivado em Dança em BH, Noticia

.Dança Contemporânea. Silenciando formas Estabelecidas

Nesse mês convidamos o texto de Arnaldo Alvarenga para habitar o espaço do nosso blog. Esse texto foi escrito para o jornal Letras, periódico cultural do Café com Letras. Número 38. Maio de 2010.

Mas a flor destilada, inda que a toque o inverno,

Perde o brilho, porém seu perfume perdura.

Shakespeare, Soneto V

A idéia de desconstrução que acompanha a pós-modernidade, quando posta a serviço da dança, tem tentado abolir heranças culturais dessa arte – quais sejam, os muitos modos ou estilos de dança objetivados nos corpos dos seus intérpretes –, na busca de um corpo expressivo que independa de códigos de movimentação dançada preexistentes, ou seja, procura-se desconstruir nesse corpo as heranças de sua formação. Nesse esforço, entre outros recursos utilizados para a criação em dança, os procedimentos improvisacionais, a meu ver, são os que mais se destacam, pois neles a experiência do instante, do inusitado, do reflexo rápido, da interação com o ambiente, das respostas ao outro – quando se trabalha com um ou mais parceiro(a)s –, no ato criativo, buscam encontrar aquele movimento, dito, “espontâneo” fruto da resposta desse(s) artista(s) ao imediato, à, sua almejada, completa atenção ao estar presente, à uma consciência plena desse fazer. Assim, “lavado” dessas formas impressas no corpo pelos distintos processos de formação por que passou, o intérprete poderia fazer emergir uma dança pessoal, única, própria e irrepetível concernente só e unicamente ao indivíduo em questão. Porém, persiste a dúvida, seria isso possível?

Quando penso nos muitos intérpretes de dança que hoje militam nessa prática, começando por seus percursos de formação e levando em conta suas faixas etárias, – a partir do momento no qual começam a dançar tomando como base a Improvisação –, com toda a carga informacional que essa situação traz, resultante de sua imersão numa determinada cultura – tanto da sociedade mais imediata na qual vive, como aquela global, resposta às interações e trânsitos de idéias e circunstâncias as mais diversas –, questiono esse silenciar de um “passado corporal”, distante ou imediato, resultado das  experiências formativas de cada um. Como na geração de um “bon sauvage” rousseauniano da dança, esse dançarino fictício teria que ser criado distante de uma sociedade na qual a prática da dança, em formas estabelecidas, não existisse, ou que pelo menos fosse mantido ignorante à existência delas.

Nessas muitas tentativas de desconstruir para silenciar o anteriormente existente, produzindo uma dança irrepetível, o que tenho visto, é uma outra construção de padrões – nesse caso, desconstrutivos – que, por sua continua utilização tornam-se estabelecidos, mesmo que se leve em conta as possibilidades aleatórias desse fazer. E, nesses padrões, mesmo que sejam simples gestos cotidianos pode-se reconhecer as marcas de uma formação anterior. Regras e modos de proceder são estabelecidos para a Improvisação, que ao se repetirem como procedimentos norteadores da prática, chegam a ativar, mesmo que de modo tênue, a predictabilidade tanto do(s) intérprete(s) como a de uma possível plateia, algo que facilmente se pode constatar.

Nesse “ambiente improvisacional” ganha relevo então a habilidade do(s) intérprete(s) em manipular essas regras – dado que distingue neófitos de improvisadores experientes –, que, queiramos ou não, dão ensejo a uma história desse atuar e criar no instante.

Mesmo que a persistência desse modo de entender e praticar a dança insista em sua capacidade de silenciamento das formas, tal entendimento é tão somente um modo entre outros de se olhar e compreender a dança, que por sua vez, mesmo em suas tentativas em fugir ao estabelecido, também engendra padrões passíveis de organizações estéticas a partir das próprias bases sobre as quais se determina e se constrói. Ou seja, temos apenas mais um modo de dar um velho recado, o dançar, cuja roupagem se transforma sempre podendo ou não perder seu viço com o passar das gerações, mas cuja memória tem sido tão difícil de silenciar como a própria persistência da experiência humana com suas buscas e tentativas de aperfeiçoamento dos modos de vermos e nos expressarmos no mundo em que vivemos.

Vida longa à Dança e aos seus muitos modos de expressão!

Arnaldo Alvarenga é bailarino, coreógrafo e
Doutor  em  Educação. Docente do  Curso de  Teatro da
EBA – UFMG, pesquisador do Programa de
História Oral da  FAFICH – UFMG,  sub  coordenador do
GT – Pesquisa em Dança no Brasil: investigações e
processos da ABRACE. Desenvolve pesquisas sobre
História da Dança e Estudos Corporais.

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Venha ver as fotos do Dia Internacional da Dança

O Café com Letras em parceria com a organização do Dia Internacional da Dança,
convida você para a mostra das fotos registradas no
Dia Internacional da Dança.
Este dia foi um marco na cidade e trouxe para ruas de Belo Horizonte um pouco de cada estilo de dança que vários artistas de Minas Gerais desenvolvem.
Foi uma bela oportunidade para tirar fotos que mostram os movimentos e performances em geral.
Se você tirou alguma foto, envie para a seleção da exibição que vai acontecer no Café com Letras, dia 12 de maio, às 20h.
O e-mail é hoypocilga@gmail.com
Divulgue essa parceria e não perca no dia:
sorteio de fotos,
projeções,
bate-papo
e muito mais…
Café TV apresenta Mostra Coletiva Dia Internacional da Dança
Data: 12 de Maio de 2010, quarta-feira
Horário: das 20h a 0h.

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