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Integrante do grupo Farm In The Cave, de teatro físico, da curso esse fim de semana em BH.

claudia

Dias 11 e 12 de maio, das 10h às 16h30
Mercado das Borboletas (Mercado Novo)
Av. Olegário Maciel, 742, 3º piso, Centro

Investimento: R$200,00
Os interessados deverão enviar carta de intenção e currículo de no máximo 5 linhas, até o dia 09/05, para:liocoletivo@gmail.com

*As incrições só serão confirmadas mediante a comprovação do depósito.

Infos: (31) 9200 5001

O curso busca investigar o estado ativado pelo artista cênico que é capaz de atrair a atenção do público, que exige do mesmo enveredar na busca de uma energia alterada. Trabalhando a linguagem cênica como veículo para a comunicação o trabalho foca na condução de experimentação das práticas de essência de energia vital, que alimenta os impulsos e reações humanas trabalhando o mecanismo de criação do interprete. Apresentará caminhos ao ator para descobrir como combinar as energias e formas, manter e codificar esses resultados em busca da expansão de espaços internos, que possibilitem descobertas expressivas ainda não despertas no corpo.

GUTO MARTINS é formado em Direção Teatral pela Universidade Federal de Ouro Preto e membro do Estúdio Internacional de Teatro Físico Farm In The Cave (República Tcheca) desde 2011. Junto a companhia ele atua como diretor assistente e desenvolve um trabalho focado na pesquisa da fisicalidade do ator para cena, com referências no Novo Circo, na musicalidade e na dança contemporânea. Desde 2009 atua como Orientador Cênico junto a companhias na Republica Tcheca, Republica Eslovaca e Brasil.

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História da Cia de Dança Palácio das Artes é revelada em espetáculo

convite_webSeEuPudesseEntrar

Com entrada gratuita, corpo artístico da Fundação Clóvis Salgado apresenta Se eu pudesse entrar na sua vida, no Centro Cultural CentoeQuatro.

Cia de Dança Palacio das Artes apresenta, do dia 1º a 5 de maio, a ocupação performática Se eu pudesse entrar na sua vida, no Centro Cultural CentoeQuatro, de quarta a sábado às 20h, e domingo, às 19h. Com direção geral de Sônia Mota, o espetáculo apresenta um recorte de diversas coreografias desenvolvidas pelo corpo artístico ao longo dos seus 42 anos de existência. A entrada é gratuita com retirada de ingressos, um par por pessoa, uma hora antes da apresentação.

Se eu pudesse entrar na sua vida foi realizado pela primeira vez em comemoração aos 40 anos da Cia., em 2011, no Palácio das Artes, e agraciado com diversos prêmios na 8ª edição do Prêmio Usiminas Sinparc. Para a apresentação no Centro Cultural CentoeQuatro, o espetáculo toma novos contornos. Durante dois meses, os bailarinos do corpo artístico desenvolveram releituras contemporâneas de fragmentos de coreografias passadas do grupo, que foram adaptadas para a ocupação do espaço. O público poderá relembrar trechos de peças consagradas como Giselle (1983)Sonhos de Uma noite de Verão (2002) e 22 Segredos (2009).

“Eu acho importante ocuparmos a cidade, sair do esquema teatro e ir para ruas, galerias, levar a dança para lugares onde normalmente as pessoas não a vêem”, afirma Sônia Mota, diretora da Cia de Dança e responsável pela direção geral da ocupação performática. Sônia acredita que ações como essa são importantes para a formação de público em dança.

A arquitetura e a disposição das salas do Centro Cultural CentroeQuatro foram predominantes para a escolha do espaço. “A Cia. está entrado no CentoeQuatro, colocando a sua história no espaço, mas também se deixando influenciar por ele”, comenta a diretora, que há dois anos planeja realizar um espetáculo no centro cultural. Se eu pudesse entrar na sua vida foi produzido para um público de 80 pessoas, afim de garantir conforto e uma melhor visibilidade do espetáculo.

A Cia. de Dança Palácio das Artes estará em temporada em todo mês de maio.

O grupo artístico se apresentará também na Funarte, do dia 16 a 19 e 23 a 26 de maio, com o espetáculo Coreografia de Cordel.

 

Se eu pudesse entrar na sua vida

Data: 1º a 5 de maio

Horário: quarta a sábado, às 20h – domingo, às 19h

Local: Centro Cultural CentoeQuatro

Endereço: Praça Ruy Barbosa 104 – Centro – Belo Horizonte

Entrada gratuita – retirada de ingressos uma hora antes do espetáculo

Informações para o públicofcs.mg.gov.br / 3236-7400

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Dia Internacional da Dança

A Associação Cultural Dança Minas já iniciou as comemorações para o Dia Internacional da Dança, que acontece no dia 29 de abril no mundo todo.

Com uma ideia que une dança à tecnologia e o uso cada vez mais comum das redes sociais a Associação convida a todos a demonstrarem através de videos, as diversas faces da dança em Minas.  O projeto propõe que qualquer pessoa possa criar videos e divulgar em redes com o pontapé inicial “Que dança você vê no horizonte?”

Podendo ser videos com falas, pensamentos sobre dança, movimento, imagens……

A Associação incentiva a palavra : Manifeste-se

Em todos os sentidos que a palavra dança te permitir.

Confira o video da Associação

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Workshop Patricia Werneck | Dança e Tai Chi

patricia
 
Utilização dos princípios do Tai Chi Pai Lin como dispositivo de escuta, presença e 
criação em dança contemporânea.
 
O objetivo desta oficina é trabalhar com princípios da dança contemporânea associados à prática do Tai Chi, cujo treinamento aponta na direção de uma integração entre corpo e mente, despertando a sensibilidade para a escuta do corpo e
atuando como dispositivo para exploração dos caminhos do movimento e criação.
Carga horária: 03 horas
Data: 20 de abril de 2013
Sobre PATRÍCIA WERNECK
 
 
Diretora, bailarina e coreógrafa da CIA NÓSLÁEMCASA, desde 2004 vem se
especializando em estudos orientais, com formação e prática em Tai Chi Pai Lin.
Atua na área de dança como bailarina, coreógrafa, diretora, produtora e professora.
Integrou o elenco de premiadas companhias de dança contemporânea em Minas
Gerais e São Paulo. Fundou, dirigiu e atuou na Cia WLAP, em São Paulo, de 1998 a
2004.

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Uma História Radicalmente Condensada DA VIDA PÓS-INDUSTRIAL

FlyerBH

Unindo teatro e intervenção performática, a montagem explora a fronteira entre a vida cotidiana e a arte. O ponto de partida é o livro Breves Entrevistas com Homens Hediondos, do escritor norte-americano David Foster Wallace. Em cada sessão, o público recebe um equipamento de áudio que o guia nessa experiência, em que espectadores, performers e transeuntes se misturam. Apenas aqueles com fones de ouvido têm acesso ao que dizem os intérpretes por meio de microfones. A dramaturgia em formato de trilha sonora, incorpora a atuação em tempo real dos atores que se movimentam quase imperceptíveis. O trabalho oferece aos participantes um deslocamento físico e sensorial que propicia o questionamento de noções estabelecidas sobre ficção e realidade. Direção: Carolina Mendonça. Adaptação: Roberto Taddei. Elenco: Amanda Lyra, Bruno Freire/ Rodrigo Bolzan e Luis Roberto Soares. Duração: 55 min. Comedoria.

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JAm de CI | No Lugaritmo

Ola a todos,

O grupo de estudo de contato-improvisação convida a todos
para uma JAM no Lugaritmo.

Esse sábado às 17h.

A Jam session, termo originalmente nascido no meio jazzistico(JAM= Jazz After Midnight) simboliza um momento de encontro, de de liberdade de criação e expressão, de harmonia entre indivíduo e coletivo, instante mágico em que o caos da criação e explosão vital individual convive pacificamente com a ordem social.

Mais info: 25142896

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Rede – Terreiro Contemporâneo de Dança

Rede – Terreiro Contemporâneo de Dança

Em sua 2ª Edição, o Terreiro oferece oficinas e cria grupos de trabalho visando a troca de saberes, metodologias e confrontação de procedimentos artísticos dos participantes do evento, além de ciclos de conversas, mostras de filmes e documentários.

 

Histórico – A ressonância de conversas entre representantes de companhias de dança, artistas independentes e pensadores que observam, valorizam e se inspiram na afro descendência como elemento de construção da arte contemporânea, desvelou um circuito de eventos que difunde pensamentos, práticas e que formam uma REDE onde os cruzamentos são luminosos. Em 2009 foi realizada a primeira edição do Terreiro Contemporâneo de Dança. Promovido pela Associação SeráQuê? Cultural, com recursos do Edital para Pequenos Eventos/Prêmio Areté – da Secretária de Cidadania Cultural dentro do Programa Cultura Viva e apoio do Ministério da Cultura. A imersão artística durou dois dias e aconteceu em Belo Horizonte no Barracão do Terreiro de Candomblé tombado pelo patrimônio histórico – Ilê Wopô Olojukan.

 

 

Programação

Dia 29/08

De 10 às 12h – CAPOEIRA E DANÇA PARA CRIANÇAS.

Ministrante: Mestre João Angoleiro  (MG)
Local: Memorial Minas Gerais Vale

De 14 às 18h – PALESTRA SHOW: ARUANDA E A CULTURA POPULAR BRASILEIRA
Ministrante: Wagner Cosse   (MG)

Local: Memorial Minas Gerais Vale

Dia 30/08

De 10 às 13h – DANÇA NEGRA.

Ministrante: Edileusa dos Santos  (SA)

Local: Memorial Minas Gerais Vale

De 14 às 17 – DANÇA CONTEMPORÂNEA – REDESCOBRINDO O SEU CORPO
Ministrante: Carlos Laerte (RJ)

Local: Memorial Minas Gerais Vale

18h – CERIMÔNIA OFICIAL DE ABERTURA                                                                                                   

Local: Memorial Minas Gerais Vale
Participação especial do músico Sérgio Pererê (MG)

(somente para convidados)

Dia 31/08

De 10 às 13h – A FORMAÇÃO DO ATOR PELAS DANÇAS AFRO-BRASILEIRAS
Ministrante: Evandro Passos   (MG)

Local: Memorial Minas Gerais Vale

De 14 às 17h – MOSTRA DE VÍDEO: AQUI ESTÁ A ESCOLA

Ministrante: Jorge Silva   (SA)

Local: Memorial Minas Gerais Vale

Dia 01/09

De 10 às 13h – CORPO ATENTO: ÁFRICA DO OESTE, DIÁSPORA NEGRA E OS DILEMAS CONTEMPORÂNEOS NA DANÇA

Ministrante: Luciane Ramos  (SP)

Local: Memorial Minas Gerais Vale

 

De 14 às 17h – FAZERES E SABERES DAS DANÇAS AFRO: UM OLHAR HISTÓRICO E DRAMATÚRGICO SOBRE AS PLURALIDADES NEGRAS NA DANÇA TEATRAL


Ministrante: Fernando Ferraz (SP)

Local: Memorial Minas Gerais Vale

 

De 18 às 22h – MESTRE SALA E PORTA BANDEIRA                                                         

Ministrantes: Mestre Manoel dos Anjos Dionísio e Raquel Pereira da Silva (RJ)

Local: Praça Carlos Drummond de Andrade

Dia 02/09

De 10 às 13h – SEMINÁRIO: CAMINHOS DO TERREIRO                                                

Mediador: Rui Moreira  (MG)

Local: Memorial Minas Gerais Vale

De 16 às 22h – MOSTRA DE VÍDEO E PERFORMANCE
Local: Ilê Wopo Olojukam
Endereço: Rua Benedito Xavier, 2030 – Bairro Tupi

Serão exibidos ao longo do evento, no Memorial Minas Gerais Vale, na Sala da Ópera e na Midiateca do Memorial, vídeos de companhias de dança e documentários que ilustrarão o encontro. Estas atividades terão acesso público livre.

 

SERVIÇO:
TERREIRO CONTEMPORÂNEO DE DANÇA – 2ª EDIÇÃO
Data: de 29 de agosto a 02 de setembro de 2012
Local: Memorial Minas Gerais Vale – Praça da Liberdade s/n (esquina de rua Gonçalves Dias)

Informações:
31 2535-2191
www.centroculturalvirtual.com.br            

Os interessados em participar das oficinas deverão fazer inscrição gratuita no Centro Cultural Virtual SeráQuê – www.centroculturalvirtual.com.br ou pelo telefone  (31) 25352191

Todas as outras atividades têm acesso livre para o público

 

O Terreiro Contemporâneo de Dança será transmitida ao vivo on line pelo Centro Cultural Virtual SeráQuê?

 

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CIA. HÍBRIDA APRESENTA “ESTÉREOS TIPOS” NO ESPAÇO CULTURAL AMBIENTE

Dias 25, 26 e 27 de maio, a Companhia Híbrida se apresenta no Espaço Cultural Ambiente, com o  espetáculo “Estéreos Tipos”.

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Lançamento de Trishapensamento de Adriana Banana e 15 anos do Clube Ur=H0r

A obra “Trishapensamento: Espaço como Previsão Meteorológica”, da artista e pesquisadora Adriana Banana, será lançado em Belo Horizonte no dia 28 de maio, às 9h no Núcleo Estudos da Imagem, na Faculdade de Comunicação e Artes da PUC Minas (Av. Dom José Gaspar, 500, prédio 14/ sala 306, Bairro Coração Eucarístico) e das 19h às 21h no Programa Centro de Produção e Documentação do Teatro Universitário UFMG (Av. Antônio Carlos, 6627, Campus Pampulha, Sala Otávio Cardoso Teatro Universitário). Já no dia 5 de junho, em São Paulo, o livro será lançado às 20h, no Programa Encontros de Dança, na Sala de Ensaio do Teatro da PUC SP – Tuca (Rua Monte Alegre, 1024 – Bairro Perdizes – São Paulo – SP).

O livro, financiado por meio de recursos do Fundo Estadual de Cultura, realizado pelo Clube Ur=H0r -, produzido pela Atômica Artes e Tapioca Cultura com o apoio do FID Editorial, conta ainda com design da Mariana Hardy, da Hardy Design. O lançamento não ocorrerá da forma convencional. Ao invés da autora, estática, em uma mesa, autografando os exemplares, Adriana se propõe a debater a obra, através de palestras, mostras de fotos, vídeos e textos da pesquisa de sua tese de mestrado. “O mais importante não sou eu, a autora, e sim a obra, o que está no livro, que deve ser discutido como qualquer outra forma de conhecimento. E isso tem a ver também com a forma com que eu, artista, realizo meus trabalhos em dança, sempre pensados como hipóteses sobre o mundo/produção de conhecimento. O formato do livro também pede para ser lançado dessa forma, até mesmo para ser coerente com a forma que eu trabalho”, explica a autora.

A publicação chega em cena ainda em um momento especial para Adriana Banana, coreógrafa e diretora artística do Clube Ur=H0r (lê-se “U” de “r” é igual à “H” “Zero” de “r”) que completa neste ano, 2012, 15 anos de história. A proposta estatutária do Clube Ur=H0r (criado juridicamente em 1997) é o desenvolvimento de projetos que unam arte e ciência, de forma inter e transdisciplinar.

TRISHAPENSAMENTO

O livro é sobre um tipo de pensamento presente em trishapensamento que é a formulação do espaço como previsão meteorológica, portanto, não é um livro sobre a Trisha Brown, o que significa que sua obra não se esgota nem no assunto, nem na abordagem do assunto. Poderiam ter sido trabalhados inúmeros outros eixos sobre o seu trabalho, mas o espaço meteorológico se impôs e apareceu ruidoso e inominável em 2000, ao fim da pesquisa coreográfica de “Do Zero ao Limite do Um” (Bolsa Vitae); propulsionou em 2001, residência (a título de especialização via Bolsas Apartes Capes – MEC) na Trisha Brown Dance Company; após 2001, formulou-se como hipóteses de desenquadramentos em trabalhos artísticos de Adriana (subvencionados pelo Fundo estadual de Cultura de MG e o Itaú Rumos Dança 2002/03 e 2009/10; mereceu um mestrado (PPG-Dança – UFBA, com Bolsas Capes). Desta forma, insistentes e profusivos, trishapensamento e espaço meteorológico ganharam a forma de livro (subvencionado pelo Fundo Estadual de Cultura de Minas Gerais).

“Trishapensamento: Espaço como Previsão Meteorológica” não foi pensado fora daquilo que apresenta. Não obedecendo a uma lógica habitual, ele tomou a forma de seu objeto, de trishapensamento. Com certas doses de imprevisibilidade, incertezas e incompleto, escolheu se dividir em três blocos, no qual o primeiro trata do período em que acreditamos ser o berço do espaço meteorológico, quando as obras de Trisha não eram feitas em teatros tradicionais, e o segundo apresenta como line up, inicialmente, uma coreografia de Trisha, evoluindo em diferentes modos, passando a descrição do modo de operar deste espaço. Já o terceiro bloco propõe o espaço como previsão meteorológica e apresenta o que trishapensamento se dispôs a desenquadrar.

Resultado de uma pesquisa que se iniciou em 2000, e que culminou em uma tese de mestrado, defendido na Universidade Federal da Bahia em 2008 por Adriana Banana, formada em Filosofia pela UFMG, o livro tem como proposta pensar o espaço e o corpo na dança, através da obra da coreógrafa americana Trisha Brown, ícone da dança contemporânea mundial. Um dos motivos da escolha do tema é ó surgimento de Trisha nos anos 60 em Nova York, além da aproximação artística entre Trisha e Adriana. O livro chama a atenção para o quanto nossas artes e vida foram moduladas pelo entendimento de espaço forjado durante o Renascimento e consagrado com o espaço pensado por Newton, ou seja, hierárquico, homogêneo (todas as suas partes iguais), estático (não temporal), absoluto, como uma caixa pronta a ser habitada, mas que é possível desenquadrar esta prática de espaço. Para Adriana Banana, “a obra de Trisha é exemplo de como é possível pensar o espaço sendo sempre aberto, nunca pronto e, ainda, quando construído, ser espaço de possibilidades. Trisha é uma das artistas que nos inspiram a desenquadrar verdades já engessadas”.

Para trabalhar a obra de Trisha Brown, foi preciso pensá-la junto de seu entorno e contexto, onde se estabelece uma conexão com a arte realizada nos anos 60 e 70 em Nova York. “Tem muita coisa, muitos documentos, no trishapensamento, recolhidos na própria biblioteca pública de Nova York, quando eu estudava sobre a Trisha e também nas aulas com sua companhia. Por isso eu fiz questão de recolher este material e incluí-lo no livro, traduzido para o português, até mesmo para suprir uma lacuna da bibliografia de dança no Brasil, já que aqui é escasso o material sobre dança nos anos 60 em Nova York”, explica Adriana. “O legal é que o próprio livro é uma forma de dança, coreografia, que possui uma lógica que pode ser reconhecida como as minhas próprias obras artísticas. Ele não é ensimesmado, mas não deixa de ser pretensioso, uma vez que, além de estar sempre sendo feito, propõe o espaço como possibilidades coexistentes e não excludentes, possibilidades não como potências, mas como realidades. Isso é o que as artes fazem: produzem espaços possíveis. O livro é um híbrido, uma proposição artística, uma peça de dança, não só sobre a Trisha. Ele replica o meu posicionamento ético e político em relação ao mundo”, conclui.

BANANA EM TRISHA, TRISHA EM BANANA

Desde o ano de 2000, quando recebeu a Bolsa Vitae de Artes, Adriana Banana investiga artística e teoricamente a questão do espaço na dança. Formada em Filosofia, esteve sempre conectando teoria e prática para entender, aprofundar e produzir seus estudos acadêmicos e proposições coreográficas. Em 2001, recebeu a Bolsa APartes (MEC – Capes) para realizar um ano de residência junto a Trisha Brown Dance Company em Nova York. A escolha por Trisha se deu pela familiaridade de forma de pensamento em dança que Adriana reconheceu em sua obra. Trisha surge na década de 60 e 70, quando Nova York vivenciava uma verdadeira revolução no modo de fazer e pensar arte. Não é por acaso q ue essa época é marcada pela interdisciplinaridade entre as artes. Trisha Brown é também artista plástica e diretora de óperas dentre as quais, Orfeu de Monteverdi, a qual revolucionou o modo dos cantarem atuarem: eles também dançam.

O modo de entender o espaço por Trisha, iniciado com suas primeiras coreografias ao ar livre, em cima de prédios, em módulos boiando sobre um lago, em um carro em movimento, é central para a configuração de todas as suas obras e a corporalidade específica de seus dançarinos. É um pensamento sobre espaço que pode ser pensado como previsão meteorológica, dada a instabilidade, fluidez, multivetorialidade, assimetria e, principalmente, sua recusa em estacionar numa fórmula artística que alçam sua obra como ícone deste espaço contemporâneo: incerto, possível, provável, instável, assimétrico, nunca pronto e, ainda por ser feito, por excelência, aberto.

Desta forma, o livro não se atém a falar exclusivamente sobre Trisha Brown. Através da dança, o leitor terá referências de outras áreas artísticas, incluindo a moda, a arquitetura, as artes visuais, e uma história do espaço, conectando arte e ciência, a partir do renascimento. Como resultado de mais de uma década de pesquisas e práticas artísticas, “Trishapensamento: Espaço como Previsão Meteorológica” é uma obra que promete ser referência na área da dança.

ADRIANA BANANA

Fundou o Clube Ur=H0r em 1997, com o lançamento do espetáculo “Creme”. Formada em Filosofia pela UFMG, Mestre em Dança (UFBA) e doutoranda em Comunicação e Semiótica (PUC-SP), é idealizadora e diretora artística do FID (Fórum Internacional de Dança), criado em 1966. Desde 1988, Adriana já participou de mais de 17 espetáculos de dança como dançarina, coreógrafa ou diretora.

No Clube Ur=H0r (Belo Horizonte) é responsável pela concepção/coreografia de 11 espetáculos: “Creme” (1997), “Magazin” (1999), “Solo para Thembi” (2002), “Corpo de Referência” (2003), “Desenquadrando as Possibilidades do Movimento” (2004), “Zonas de Transição” (2005) para o Grupo Camaleão, “Prop.posição #1-Necessário a posteriori + demonstração de desenquadramento” (2007), “Kronosmaterial” (2008), “Espaço como fluxos de possibilidades” (2010), “Prop.posição #2 – Desenquadrando Euclides” (2010) e “Saravá Bien !!!” (2010), que foram apresentados em diversas cidades e eventos do país como o Panorama Rio Arte de Dança, FILO, Mostra Rumos Itaú Cultural, Festival Internacional Viva La Danza! em Quito no Equador, Bienal de Dança de Santos, entre outros.

Em 1999 foi contemplada com a Bolsa Vitae de Artes onde realizou a pesquisa coreográfica do projeto “Do zero ao limite do um”, e premiada pelo Rumos Dança com “Desenquadrando as Possibilidades do Movimento” (2004). Em 2005 foi curadora da área de dança para a programação da Semana de Minas no evento Brasil na França do Governo de Minas.

Recebeu do Governo do Estado de Minas Gerais ainda a Medalha de Tiradentes, como coreógrafa.
Foi co-fundadora da Companhia de Dança Burra (Belo Horizonte) onde trabalhou como dançarina, coreógrafa, produção de textos e objetos e compositora de trilhas sonoras para seus espetáculos (1988-1995). Em 1993, a convite do diretor Alain Platel, participou da montagem “Bonjour Madame” do grupo belga Les Ballets C. de la B. como dançarina

Em 2001 foi premiada com a Bolsas APartes (MEC-Capes) para residência em Nova Iorque na Cia Trisha Brown e pelo programa Itaú Rumos Dança 2009-2010 nas 2 etapas da pesquisa “espaço como fluxos de possibilidades” e montagem do espetáculo “Sarava Bien !!!” para a sua Cia Clube Ur=H0r, que estreou em São Paulo na sala Itaú em dezembro de 2010.

Atualmente, Adriana Banana recebe o Prêmio APCA – Associação Paulista de Críticos de Arte de São Paulo – 2011 pela concepção das obras

“Prop.posição #2 – Desenquadrando Euclides” e “Prop.posição #1 – Necessário a posteriori” e está entre os três finalistas nas eleições para o Conselho Estadual de Política Cultural, o Consec, divulgado recentemente pela Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais.

Horário: 19h às 21h

Endereço: Av. Antônio Carlos, 6627 – Campus Pampulha – BH

Local: Sala Otávio Cardoso Teatro Universitário UFMG

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Ballet Jovem Palácio das Artes no 9º Prêmio Usiminas Sinparc de Artes Cênicas

 

O 9º Prêmio Usiminas Sinparc movimentou a classe artística de Minas Gerais na noite do dia 24 de abril. Os profissionais das artes
cênicas se reuniram no Teatro do SESI Minas para a premiação dos melhores de 2011.
Indicado em 7 das 8 categorias da dança, o Ballet Jovem Palácio das Artes destacou-se na noite ao receber 03 prêmios:
– O Grande presente se comprovou através do prêmio de Maior Publico-Dança- Goldberg – Tindaro Silvano com seu talento já reconhecido levou merecidamente o prêmio de Concepção coreografica – Goldberg
– Hicaro Nicolai premiado como Melhor Bailarino -Goldberg no 9º Prêmio, pela seriedade com que trabalha e por seu
amadurecimento como artista.

Em Goldberg a concepção deTindaro Silvano leva o espectador a se deparar com a musica nos corpos dos Bailarinos,a desconstrução dos movimentos que foi muito bem contruido,com energia,sutileza e toda a inpiração que Tindaro buscou na Obra de Bach .

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